Reserva

Sustentabilidade

Sustentabilidade

Sustentabilidade Ambiente & Eco Surf

Não nos interpretem erradamente. Nós adoramos surfar, remar para a onda e sentir a sensação indescritível do deslize. E queremos que todos possam também experimentá-lo – mas não a qualquer preço.

O mundo natural e a sua sustentabilidade está seriamente ameaçada. Ainda não atingimos, mas estamos prestes a atingir pontos sem retorno em que ecossistemas fundamentais se perderão para sempre.

Não podemos mais fechar os olhos à poluição por plástico, aos corais a desaparecer devido às alterações climáticas e à perda de áreas costeiras à medida que o nível do mar aumenta.

Em 2021 demos um passo em frente e introduzimos mudanças importantes na forma como gerimos a Future Eco Surf School.

Mudámos a forma como ensinamos a surfar para garantir o máximo proveito de quem está a usufruir de uma aula, procurando agora também termos o mínimo de impacto ambiental possível.

“É dentro do coração do Homem que o espectáculo da natureza existe, para vê-lo é preciso senti-lo”

Jean Rosseau

Sustentabilidade

1% para o Planeta
Todos os anos doamos 1% dos nossos lucros a ONGs para as ajudar a proteger o nosso planeta e a lutar por uma sociedade mais justa. Saber mais

Eco-Kids
Além de ensinarmos crianças e adolescentes a surfar, encorajamo-los a utilizar materiais de surf amigos do ambiente e a compreender os ciclos da natureza através de um programa lúdico de educação ambiental. Saber mais

Aulas de surf sustentáveis
Temos vindo a renovar todo o material essencial para a nossa actividade como sejam as pranchas de surf, fatos, leashs, wax e protetor solar para materiais certificados como sustentáveis tendo como objetivo em 2022 termos material exclusivamente ecológico. Saber mais

Neutralidade carbónica
Estamos a desenvolver a nossa estratégia de People&Planet e planeamos tornar-nos neutros em termos de emissões de carbono a partir 2021. Saber mais

Estratégia de redução do plástico
Instalámos um filtro para oferecer água gratuita e de qualidade, facilitando ao mesmo tempo as garrafas de alumínio. O nosso objetivo: ajudar a prevenir a poluição por plástico. Saber mais

Defensores da reciclagem dos resíduos de surf:
Somos um ponto de entrega de pranchas partidas e fatos de surf danificados que serão enviados a parceiros que reutilizarão estes materiais e assim evitando mais resíduos para os aterros sanitários. Saber mais

Sustentabilidade

Proteção da vida marinha
Muitos protetores solares são feitos de produtos químicos poluentes que prejudicam os corais e a vida marinha. Na nossa escola de surf dispomos de protetores solares não prejudiciais e ecológicos. Saber mais

Juntos vamos mais longe
Acreditamos que o mundo precisa de uma mudança sistémica que seja co-criada por diferentes intervenientes. Queremos ser parceiros de todos os tipos de organizações para co-criar iniciativas alinhadas com a nossa missão. Saber mais

Surf para todos
Parcerias com organizações sociais para dar aulas de surf gratuitas a quem precisa (individuos com limitações físicas ou cognitivas, alcoolicos e narcóticos anónimos, jovens de bairros degradados, etc) Saber mais

Surfista Inteligente
Adesão gratuita às aulas de surf como reconhecimento dos alunos das escolas locais que comprovadamente tenham notas acima da média que reflitam o seu empenho nos estudos. Saber mais

Despertar a consciência da comunidade
Juntamente com os nossos parceiros estamos a organizar conversas periódicas, workshops e dinâmicas com a comunidade local para aumentar a consciencialização sobre os desafios globais e locais mais significativos. Saber mais

Surf & Consciência Ambiental
Temos artigos semanais que partilham estudos científicos, bem como iniciativas em todo o mundo, de surfistas empenhados em proteger o ambiente à sua volta que tornam possível a existência de um lugar onde a informação pode ser partilhada e que pode inspirar outros, onde quer que estejam. Saber mais

“Preocupamo-nos com o Futuro porque vamos lá passar o resto da nossa vida”

Future Eco Surf School

Blog

Mantém-te atualizado com as informações mais relevantes e pertinentes do mundo do surf e ambiente no nosso blog.

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Compensámos algumas – a grande maioria, proveniente dos depósitos de combustível das nossas carrinhas – das nossas emissões de gases de efeito de estufa de 2020. Esperamos poder torna-nos neutros em carbono até 2025, o mais tardar.

Sustentabilidade e compensação de dióxido de carbono na Future Eco Surf School

Tudo o que fazemos tem um impacto no planeta que somos abençoados por podermos chamar de casa. O melhor que podemos fazer é tentar reduzir este impacto ao máximo.

Na Future estamos conscientes de que ainda temos um longo caminho a percorrer para minimizarmos a nossa pegada carbónica e o nosso impacto ecológico no geral.

Mas estamos seguramente orgulhosos de estarmos a surfar esta onda na direção certa.

No que diz respeito à nossa pegada carbónica – que representa os gases de efeitos de estufa que emitimos e que incluí outros gases para além do dióxido de carbono como óxidos nitrosos ou perfluorocarbonetos – estamos a tentar minimizá-la ao máximo.

Chegámos ao número de quilómetros percorridos pelas nossas carrinhas em 2020 – uns surpreendentes 81.000km – e fizemos algums contas relavivamente a consumos de combústivel.

Concluímos que no ano passado fomos responsável pela emissão 21 toneladas de gases de efeito de estufa.

Na Future Eco Surf apoiamos famílias Moçambicanas

Decidimos apoiar um projeto certificado pelo Gold Standard – um dos melhores e mais credíveis standards na área da compensação de carbono – e apoiar um PALOP: Moçambique.

Muitas pessoas e famílias em Maputo (a capital) vivem em condições de alojamento muito pobres e têm acesso nulo ou muito pobre a serviços básicos ao nível de alimentação e de higiene.

Estima-se que 95% da população de uma região de suburbos de Maputo utilize fogões de cozinha muito rudimentares, com pouca eficiência energética e que requerem grandes quantidades de carvão.

O uso do carvão vegetal traz impactos negativos para a saúde relacionados à inalação do fumo, além de gerar pressão económica para as famílias. A produção de carvão vegetal também é uma das principais causas de desflorestação.

Gold Standard

O projecto que apoiámos, intitulado de “Melhoria dos fogões de cozinha em Chamanculo C, Maputo” envolve a distribuição de aproximadamente 5,000 fogões de cozinha energeticamente eficientes e vai contribuir para melhorar a vida da população local e conservar recursos naturais.

Os fogões serão vendidos às famílias a preços subsidiados em troca dos direitos de Redução de Emissões Certificadas de acordo com o Gold Standard. A empresa refere ainda que sem este projeto, a maioria das famílias não conseguiria aceder a estes fogões eficientes devido a constragimentos económicos.

Se tiveres estiveres, podes ler mais sobre o projeto aqui.

Compensar as emissões de carbono não chega. Um planeta sustentável precisa de mais

carbon offsetting sustainability future surf eco
Cooking stoves for Mozambique’s households

Estamos conscientes disto.

A compensação em carbono é frequentemente usada como uma desculpa para as empresas continuarem a poluir como de costume, sem fazerem mudanças significativas na forma como operam. Desta forma, não é feito nenhum esforço real para prevenir esta poluição de acontencer na sua origem.

E porque é que isto é mau?

Porque os gases de efeito de estufa que as empresas “produzem” são imediatos e ascendem até à troposfera (onde ficam retidos antes de descerem e serem absorvidas na superfície terrestre) muito rapidamente comparado com, por exemplo, o tempo que demora até uma árvore crescer. Damos este exemplo porque plantar árvores é uma das formas mais frequentes de compensar carbono.

No entanto, pagar para o plantio de árvores numa quantidade que permita absorver o equivalente ao que foi poluído pode demorar vários anos ou décadas, dependendo das espécies utilizadas, da saúde do solo ou do modo de crescimento.

Em suma, há um desfazamento entre o momento de poluição e a hipótese de, anos mais tarde, essa poluição ser absorvida. Por esta e outras razões, compensar carbono não é uma solução, é apenas uma forma de atenuar e adiar o problema.

É por isso que estamos a rever toda a nossa cadeia de valor para prevenir/minimizar as emissões em antemão. O objetivo é compensarmos cada vez menos gases de efeito de estufa nos próximos anos – o que significaria que estaríamos realmente a poluir menos.

E falamos não apenas das emissões provenientes das nossas carrinhas mas também de emissões de outros âmbitos, provenientes por exemplo dos nossos colaboradores, clientes ou fornecedores e de produtos que utilizamos ou revendemos.

Há uma frase popular que é mais ou menos assim: “o planeta precisa de muitos ecologistas imperfeitos, não de poucos ecologistas perfeitos”.

Nós não somos perfeitos – pelo menos por enquanto! – mas acreditamos verdadeiramente que a mudança tem de ser sistémica e que juntos podemos fazer melhor. Juntas-te a nós na proteção do nosso planeta incrível?

[Image credits belong to the Gold Standard and Daniel Pankoke, our in-house photographer📸)

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Este é um guia local de surf, bastante sucinto para surfar no Algarve. Descrevendo as praias de Norte para Sul e de Oeste para Este.

Quer sejam iniciantes ou intermédios a nível de surf.

Serão excluídos os locais de difícil acesso. Mas também, praias onde os surfistas locais sejam demasiados particulares em relação a pessoas de fora.

Este guia sugere assim locais de melhor e mais fácil acesso bem como locais de surf mais acessíveis para diferentes níveis de surf.

De forma a garantir mais proveito com menor tempo de procura.

Guia Local Surf Algarve

Praia de Odeceixe

Magnífica praia, sem muitos surfistas, fundo de areia com uma pequena abertura para o rio.

Estacionamento nas proximidades, cafés e casas de banho disponíveis.

Praia da Amoreira

Local de surf muito consistente, fundo de areia com uma abertura para o rio, muito procurado durante o verão.

Estacionamento nas proximidades, cafés e casas de banho disponíveis.

Praia do Monte Clérigo

Esta é uma praia de fundo de areia com algumas rochas, correntes fortes em marés específicas.

Ondas mais poderosas do que na Praia da Amoreira, estacionamento perto da praia, bem como cafés e casas de banho.

Praia da Arrifana

Praia de fundo de areia protegido da principal direção da ondulação bem como dos ventos predominantes. 

Ondulação consistente com ondas suaves e limpas.

Quando recebe grande ondulação, é um dos poucos locais possíveis de surfar para a maioria dos surfistas na costa oeste. 

Por apresentar estas características é um dos locais mais populares, podes esperar grande procura e multidões durante o ano.

Espectável uma curta caminhada, dado frequentemente existir mais carros que locais de estacionamento.

Bar e casas de banho nas proximidades.

Praia Vale Figueiras

É uma praia de fundo de areia apesar da existência de algumas rochas, pouco frequentada.

Sem qualquer tipo de serviço na praia, sem cafés nem casas de banho.

Tem um pequeno parque de estacionamento junto à praia e um outro um pouco mais acima na estrada de acesso.

Guia Local Surf Algarve

Praia da Bordeira

A praia mais extensa da costa oeste, o que permite mais espaço no areal e na água para os surfistas.

Ondulação consistente e exposta aos ventos dominantes, tem um café nas proximidades sem casa de banho.

Parque de estacionamento com bastante espaço, apesar de encontrar-se a 10/15 min de caminhada.

Praia do Amado

Praia consistente em termos de ondas e relativamente protegida dos ventos dominantes. Razão pela qual é uma das praias mais procuradas do Algarve.

Com bastante surfistas por ser uma das mais famosas.

Existem casas de banho, cafés e locais de estacionamento nas proximidades.

Praia da Cordoama

Praia de fundo de areia com algumas rochas. Tem umas das ondas mais consistentes em termos de tamanho e força.

Geralmente tem a presença de surfistas talentosos.

Tem casas de banho, cafés, locais de estacionamento perto da praia.

Tem paisagens de cortar a respiração no topo das falésias com cerca de 100 metros de altura.

Praia do Castelejo

Praia de fundo de areia com algumas rochas, geralmente com boas formações de ondas e protegida dos ventos dominantes.

Tem casas de banho, café e local de estacionamento.

Praia do Tonel

A praia localizada mais a sudoeste da Europa, o que a torna única. 

Fundo de areia com algumas rochas expostas. Tem correntes fortes em marés específicas e localizada perto da reconhecida vila de surf de Sagres.

Praia da Mareta

Localizada na ponta oeste da costa sul do Algarve.

Precisa de um conjunto de condições particulares para ter ondas grandes, como, de grandes ondulações vindas de noroeste/oeste ou pequena ondulação de sul.

Por se situar no coração da vila de Sagres pode facilmente cheia de surfistas.

Todo o tipo de instalações nas proximidades.

Guia Local Surf Algarve

Praia do Zavial

Uma das mais conhecidas praias da costa sul e das mais consistentes. Em termos de tamanho das ondas estas são fortes.

Em condições específicas e proporcionam bons tubos.

É expectável muitos surfista de todos os níveis, tem cafés, casas de banho e local de estacionamento.

Meia Praia, Lagos

Praia de fundo de areia com ondas inconsistentes . Excepção essa, quando se verifica ondulação de sul e especialmente de sueste.

Funciona ocasionalmente no pico do verão e mais frequentemente durante o pico de inverno.

Praia principal de Lagos, considerado um dos locais mais procurados para viajantes, tem um ambiente de surf bastante amistoso.

Praia da Rocha

Uma das praias para a prática do surf mais consistentes na costa sul.

As ondas são suaves fazendo com que sejam perfeitas para níveis de iniciação e intermédios.

No entanto, pouco desafiantes para níveis mais avançados.

É a praia principal da segunda cidade mais populosa do Algarve – Portimão.

Tem grande extensão de areal. Apesar de os surfistas se encontram dispersos, pode tornar-se lotada no pico principal, junto ao pontão.

Guia Local Surf Algarve

Praia da Galé

Um dos melhores locais de surf perto da cidade de Albufeira.

Apresenta uma mistura de rochas e areia. 

Tem todo o tipo de instalações nas proximidades.

Praia da Falésia

Praia de fundo de areia, agradável de se surfar, especialmente as esquerdas junto ao pontão.

Não é uma praia muito consistente.

Assim como a maior parte dos locais na costa sul, apesar de ser uma onda curta e forte.

Todos o tipo de instalações nas proximidades.

Praia de Faro

Espera-te uma caminhada longa pela praia para surfar no melhor banco de areia. 

É a praia mais próxima do aeroporto, já que se situa mesmo ao lado. 

A evitar na maré cheia.

Todas as instalações encontram-se nas proximidades.

Praia da Ilha de Tavira

Funciona melhor na maré baixa, necessitando apenas de uma curta viagem de barco para chegar à praia.

Durante o verão e outono oferece dias quentes com temperaturas elevadas. Podes ter mesmo a possibilidade de surfar de calções.

Um dos locais com maior consistência quando a ondulação vem de sueste.

Desejamos-te boas ondas.

Sempre em segurança, respeitando a etiqueta e regras do surf.

Fazendo amigos e partilhando experiências.

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Pegada Alimentar de Portugal

O sistema alimentar global é cada vez mais reconhecido como o maior motivo para a transgressão dos principais limites planetários pelos humanos.

Mundialmente, a agricultura, a silvicultura e outros usos da terra são responsáveis por 24% das emissões globais. Dentro dela estão práticas como cultivo de safras, práticas de pecuária e desmatamento.

De acordo com um estudo de Galli et al (2020), Portugal é caracterizado por um elevado consumo de carne e peixe. Um notável desperdício de alimentos e um elevado nível de urbanização.

A equipa responsável pelo estudo demonstrou que o consumo alimentar em Portugal é a única razão (≈30%) pela qual os portugueses ultrapassam a capacidade de suporte dos ecossistemas.

Vamos tentar perceber algumas das principais conclusões deste estudo.

O Sistema Alimentar Global: Um Problema Sistémico

Ao longo do século 20, a demanda por alimentos foi amplamente atendida graças ao rendimento das safras básicas, fornecendo muito trigo, milho, soja ou arroz.

Mas as práticas agrícolas atuais colocam em risco a segurança alimentar de longo prazo.

Os solos estão a esgotar-se. A biodiversidade está a ser perdida a uma taxa de 150-200 espécies de plantas, insectos, pássaros ou mamíferos por dia. Ecossistemas inteiros correm o risco de colapso.

Como se isso não fosse mau o suficiente, cerca de 11% da população global sofre hoje de subnutrição crônica.

Do outro lado do espectro, em 2016, havia 2 bilhões de adultos obesos. O desequilíbrio nos padrões alimentares globais é inegável.

John Elkington (que cunhou o termo triple bottom line) compartilhou uma visão interessante sobre o livro The Green Swans. Mostrando, que hoje mais pessoas têm acesso a mais calorias, mas estas têm pior qualidade.

Mas nós sabemos que há uma peça fulcral nesta história de como nosso sistema alimentar está tramado: desperdício de comida.

Algo que apenas os humanos criaram, uma vez que não existem resíduos no mundo natural.

Um Problema Sistémico

De acordo com o livro de Pauli Gunti, The Blue Economy, graças ao Reino Fungi, os cogumelos e outros organismos reciclam os nutrientes que nós, humanos, chamaríamos de “restos” de volta ao solo. Qual é o fim da história?

Quase um terço dos alimentos produzidos no mundo para consumo humano vai para o lixo.

Os cientistas deste estudo dizem que a questão da segurança alimentar e distribuição não é apenas aquela em que a indústria de tecnologia vêm salvar o dia. Transformando por si, a eficiência em modo de potência total.

Em vez disso, argumentam eles, é de extrema importância estudar as cidades. São elas, os hotspots da população mundial e o local de consumo da maioria (79%). Procurando desta forma, implementar soluções para alguns dos problemas do sistema alimentar.

Este foco inclui a compreensão dos sistemas de comércio interno e como melhorar as ligações urbanas com a produção nacional, regional e local. Mas qual é o caso de Portugal?

Portugal é um país sustentável? A pegada alimentar portuguesa

Portugal tem um alto consumo de carne e peixe – na realidade, a pegada alimentar mais elevada do Mediterrâneo per capita .

Além disso, os elevados níveis de desperdício de alimentos no país – 1 milhão de toneladas de desperdício de alimentos por ano – e o facto de 62% da sua população viver nas zonas costeiras urbanas, tornaram Portugal um caso interessante.

Os concelhos de Almada, Bragança, Castelo Branco, Guimarães, Lagos e Vila Nova de Gaia – juntaram-se recentemente num projecto inovador de Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses. Locais esses, que foram seleccionados como casos de estudo por facilitarem o acesso aos dados. Verificando desta forma as pegadas alimentares específicas dos cidadãos que vivem nestes municípios,

Os pesquisadores também aplicaram uma estrutura para avaliar as políticas do sistema alimentar local e compreender as lacunas políticas críticas necessárias para facilitar a transição para caminhos mais sustentáveis.

Os resultados?

O ano é 2014. Apesar de uma disponibilidade de recursos nacionais – também conhecida como biocapacidade – de apenas 1,28 gha per capita, os portugueses médios demandam 3,69 hectares globais de recursos naturais e serviços ecológicos – também conhecidos como Pegada Ecológica. Tudo isto, para sustentar o seu estilo de vida e padrão de consumo geral .

Isso significa uma taxa de consumo quase três vezes maior do que o país pode suportar.

A pegada alimentar portuguesa: uma dependência arriscada em países externos

Os resultados revelam que o sistema alimentar português está profundamente interligado e depende de sistemas alimentares em todo o mundo.

De fato, Portugal é altamente dependente da disponibilidade de recursos alimentares da Espanha, França, Brasil e Noruega para manter um acesso estável aos alimentos.

Os resultados também mostram que o consumo alimentar em Portugal tende a alimentos à base de proteínas. Tais como, Carnes, Peixe e Marisco, em oposição a Frutas, Legumes, Pão e Cereais, contribuindo para uma elevada pegada alimentar.

A grande dependência de recursos externos de Portugal é preocupante. Considerando que muitos outros países europeus e mediterrâneos apresentam défices ecológicos e também dependências de recursos externos. Num cenário de ultrapassagem ecológica global em que os recursos ecológicos mundiais estão a ser gastos cerca de 70% mais rápido do que são regenerados.

O surto de COVID19 aumentou a conscientização sobre os riscos associados à globalização dos alimentos. Junto com o impacto dos desastres climáticos, alguns países até experimentaram escassez de alimentos.

A necessidade de construir resiliência sistêmica e apostar em sistemas agroecológicos torna-se cada vez mais clara e urgente.

As Lacunas do Sistema Alimentar Português

portugal agriculture food sustainability

Os investigadores sugerem investir em conjuntos de dados e estruturas de avaliação mais robustas.

Além disso, as instituições locais precisam de trabalhar na sua capacidade de implementar plenamente as suas responsabilidades. Tais como, relação à produção, transformação, distribuição, consumo e geração de resíduos de alimentos.

Também há uma lacuna no governo local no sentido de que faltam abordagens em grande escala e cooperação em vários níveis.

As políticas locais estratégicas podem também ser reformuladas, sugerem os investigadores. Isso incluiria um foco maior em questões como políticas de agricultura sustentável. Exemplos disso como a redução do desperdício de alimentos e o espectro de atividades circulares em torno dos alimentos.

Desta forma, a mudança para dietas adequadas em calorias ou a alteração das preferências alimentares dos consumidores pode levar a uma redução do défice ecológico de Portugal. Variando de 10% (via redução de calorias) para 19% (via reduções significativas no consumo de marisco e carne).

Tudo em um, mudar as escolhas alimentares das proteínas animais para o consumo de mais cereais, leguminosas ou vegetais requer o desenvolvimento de diretrizes dietéticas nacionais, e não apenas acções locais.

Será que Portugal tem sistemas alimentares e agrícolas sustentáveis?

Devido à sua proximidade e interação com fatores económicos e sociais relevantes, as pequenas cidades como as portuguesas que foram analisadas no estudo devem desempenhar um papel fundamental na promoção de sistemas alimentares resilientes e prósperos. Facilitar a colaboração em diferentes escalas e sectores é muito importante para garantir um abastecimento estável e acesso a alimentos.

A pegada alimentar portuguesa é impulsionada por um consumo consideravelmente elevado de carnes e mariscos.

Juntamente com o facto de uma grande parte da Pegada Alimentar Portuguesa ser colocada fora das fronteiras. Logo, é de extrema importância a necessidade de criação de estruturas de governação e de intervenções políticas específicas a nível nacional e local.

O consumo de alimentos deve ser assim ser um sector prioritário de intervenção para mudar tendências insustentáveis. No entanto, as lacunas nas políticas alimentares urbanas em Portugal minam a capacidade do país tomar medidas restauradoras.

Assim, facilitar a transição para sistemas alimentares nacionais e locais, sustentáveis ​​em Portugal exige uma acção atempada. Talvez, a partir das políticas e iniciativas que, sem exigir grandes investimentos económicos, tornariam possível a adopção de padrões alimentares alternativos e o reforço de uma politica alimentar sustentável.

Conhece melhor aqui o nosso Projeto de Sustentabilidade.

[Image credits to Diogo Nunes, Orlova Maria and Photo by Karim Sakhibgareev on Unsplash]

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Sustentabilidade e compensação de dióxido de carbono na Future Eco Surf School

Tudo o que fazemos tem um impacto no planeta que somos abençoados por podermos chamar de casa. O melhor que podemos fazer é tentar reduzir este impacto ao máximo.

Na Future estamos conscientes de que ainda temos um longo caminho a percorrer para minimizarmos a nossa pegada carbónica e o nosso impacto ecológico no geral.

Mas estamos seguramente orgulhosos de estarmos a surfar esta onda na direção certa.

No que diz respeito à nossa pegada carbónica – que representa os gases de efeitos de estufa que emitimos e que incluí outros gases para além do dióxido de carbono como óxidos nitrosos ou perfluorocarbonetos – estamos a tentar minimizá-la ao máximo.

Chegámos ao número de quilómetros percorridos pelas nossas carrinhas em 2020 – uns surpreendentes 81.000km – e fizemos algums contas relavivamente a consumos de combústivel.

Concluímos que no ano passado fomos responsável pela emissão 21 toneladas de gases de efeito de estufa.

Na Future Eco Surf apoiamos famílias Moçambicanas

Decidimos apoiar um projeto certificado pelo Gold Standard – um dos melhores e mais credíveis standards na área da compensação de carbono – e apoiar um PALOP: Moçambique.

Muitas pessoas e famílias em Maputo (a capital) vivem em condições de alojamento muito pobres e têm acesso nulo ou muito pobre a serviços básicos ao nível de alimentação e de higiene.

Estima-se que 95% da população de uma região de suburbos de Maputo utilize fogões de cozinha muito rudimentares, com pouca eficiência energética e que requerem grandes quantidades de carvão.

O uso do carvão vegetal traz impactos negativos para a saúde relacionados à inalação do fumo, além de gerar pressão económica para as famílias. A produção de carvão vegetal também é uma das principais causas de desflorestação.

Gold Standard

O projecto que apoiámos, intitulado de “Melhoria dos fogões de cozinha em Chamanculo C, Maputo” envolve a distribuição de aproximadamente 5,000 fogões de cozinha energeticamente eficientes e vai contribuir para melhorar a vida da população local e conservar recursos naturais.

Os fogões serão vendidos às famílias a preços subsidiados em troca dos direitos de Redução de Emissões Certificadas de acordo com o Gold Standard. A empresa refere ainda que sem este projeto, a maioria das famílias não conseguiria aceder a estes fogões eficientes devido a constragimentos económicos.

Se tiveres estiveres, podes ler mais sobre o projeto aqui.

Compensar as emissões de carbono não chega. Um planeta sustentável precisa de mais

carbon offsetting sustainability future surf eco
Cooking stoves for Mozambique’s households

Estamos conscientes disto.

A compensação em carbono é frequentemente usada como uma desculpa para as empresas continuarem a poluir como de costume, sem fazerem mudanças significativas na forma como operam. Desta forma, não é feito nenhum esforço real para prevenir esta poluição de acontencer na sua origem.

E porque é que isto é mau?

Porque os gases de efeito de estufa que as empresas “produzem” são imediatos e ascendem até à troposfera (onde ficam retidos antes de descerem e serem absorvidas na superfície terrestre) muito rapidamente comparado com, por exemplo, o tempo que demora até uma árvore crescer. Damos este exemplo porque plantar árvores é uma das formas mais frequentes de compensar carbono.

No entanto, pagar para o plantio de árvores numa quantidade que permita absorver o equivalente ao que foi poluído pode demorar vários anos ou décadas, dependendo das espécies utilizadas, da saúde do solo ou do modo de crescimento.

Em suma, há um desfazamento entre o momento de poluição e a hipótese de, anos mais tarde, essa poluição ser absorvida. Por esta e outras razões, compensar carbono não é uma solução, é apenas uma forma de atenuar e adiar o problema.

É por isso que estamos a rever toda a nossa cadeia de valor para prevenir/minimizar as emissões em antemão. O objetivo é compensarmos cada vez menos gases de efeito de estufa nos próximos anos – o que significaria que estaríamos realmente a poluir menos.

E falamos não apenas das emissões provenientes das nossas carrinhas mas também de emissões de outros âmbitos, provenientes por exemplo dos nossos colaboradores, clientes ou fornecedores e de produtos que utilizamos ou revendemos.

Há uma frase popular que é mais ou menos assim: “o planeta precisa de muitos ecologistas imperfeitos, não de poucos ecologistas perfeitos”.

Nós não somos perfeitos – pelo menos por enquanto! – mas acreditamos verdadeiramente que a mudança tem de ser sistémica e que juntos podemos fazer melhor. Juntas-te a nós na proteção do nosso planeta incrível?

[Image credits belong to the Gold Standard and Daniel Pankoke, our in-house photographer📸)

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Este é um guia local de surf, bastante sucinto para surfar no Algarve. Descrevendo as praias de Norte para Sul e de Oeste para Este.

Quer sejam iniciantes ou intermédios a nível de surf.

Serão excluídos os locais de difícil acesso. Mas também, praias onde os surfistas locais sejam demasiados particulares em relação a pessoas de fora.

Este guia sugere assim locais de melhor e mais fácil acesso bem como locais de surf mais acessíveis para diferentes níveis de surf.

De forma a garantir mais proveito com menor tempo de procura.

Guia Local Surf Algarve

Praia de Odeceixe

Magnífica praia, sem muitos surfistas, fundo de areia com uma pequena abertura para o rio.

Estacionamento nas proximidades, cafés e casas de banho disponíveis.

Praia da Amoreira

Local de surf muito consistente, fundo de areia com uma abertura para o rio, muito procurado durante o verão.

Estacionamento nas proximidades, cafés e casas de banho disponíveis.

Praia do Monte Clérigo

Esta é uma praia de fundo de areia com algumas rochas, correntes fortes em marés específicas.

Ondas mais poderosas do que na Praia da Amoreira, estacionamento perto da praia, bem como cafés e casas de banho.

Praia da Arrifana

Praia de fundo de areia protegido da principal direção da ondulação bem como dos ventos predominantes. 

Ondulação consistente com ondas suaves e limpas.

Quando recebe grande ondulação, é um dos poucos locais possíveis de surfar para a maioria dos surfistas na costa oeste. 

Por apresentar estas características é um dos locais mais populares, podes esperar grande procura e multidões durante o ano.

Espectável uma curta caminhada, dado frequentemente existir mais carros que locais de estacionamento.

Bar e casas de banho nas proximidades.

Praia Vale Figueiras

É uma praia de fundo de areia apesar da existência de algumas rochas, pouco frequentada.

Sem qualquer tipo de serviço na praia, sem cafés nem casas de banho.

Tem um pequeno parque de estacionamento junto à praia e um outro um pouco mais acima na estrada de acesso.

Guia Local Surf Algarve

Praia da Bordeira

A praia mais extensa da costa oeste, o que permite mais espaço no areal e na água para os surfistas.

Ondulação consistente e exposta aos ventos dominantes, tem um café nas proximidades sem casa de banho.

Parque de estacionamento com bastante espaço, apesar de encontrar-se a 10/15 min de caminhada.

Praia do Amado

Praia consistente em termos de ondas e relativamente protegida dos ventos dominantes. Razão pela qual é uma das praias mais procuradas do Algarve.

Com bastante surfistas por ser uma das mais famosas.

Existem casas de banho, cafés e locais de estacionamento nas proximidades.

Praia da Cordoama

Praia de fundo de areia com algumas rochas. Tem umas das ondas mais consistentes em termos de tamanho e força.

Geralmente tem a presença de surfistas talentosos.

Tem casas de banho, cafés, locais de estacionamento perto da praia.

Tem paisagens de cortar a respiração no topo das falésias com cerca de 100 metros de altura.

Praia do Castelejo

Praia de fundo de areia com algumas rochas, geralmente com boas formações de ondas e protegida dos ventos dominantes.

Tem casas de banho, café e local de estacionamento.

Praia do Tonel

A praia localizada mais a sudoeste da Europa, o que a torna única. 

Fundo de areia com algumas rochas expostas. Tem correntes fortes em marés específicas e localizada perto da reconhecida vila de surf de Sagres.

Praia da Mareta

Localizada na ponta oeste da costa sul do Algarve.

Precisa de um conjunto de condições particulares para ter ondas grandes, como, de grandes ondulações vindas de noroeste/oeste ou pequena ondulação de sul.

Por se situar no coração da vila de Sagres pode facilmente cheia de surfistas.

Todo o tipo de instalações nas proximidades.

Guia Local Surf Algarve

Praia do Zavial

Uma das mais conhecidas praias da costa sul e das mais consistentes. Em termos de tamanho das ondas estas são fortes.

Em condições específicas e proporcionam bons tubos.

É expectável muitos surfista de todos os níveis, tem cafés, casas de banho e local de estacionamento.

Meia Praia, Lagos

Praia de fundo de areia com ondas inconsistentes . Excepção essa, quando se verifica ondulação de sul e especialmente de sueste.

Funciona ocasionalmente no pico do verão e mais frequentemente durante o pico de inverno.

Praia principal de Lagos, considerado um dos locais mais procurados para viajantes, tem um ambiente de surf bastante amistoso.

Praia da Rocha

Uma das praias para a prática do surf mais consistentes na costa sul.

As ondas são suaves fazendo com que sejam perfeitas para níveis de iniciação e intermédios.

No entanto, pouco desafiantes para níveis mais avançados.

É a praia principal da segunda cidade mais populosa do Algarve – Portimão.

Tem grande extensão de areal. Apesar de os surfistas se encontram dispersos, pode tornar-se lotada no pico principal, junto ao pontão.

Guia Local Surf Algarve

Praia da Galé

Um dos melhores locais de surf perto da cidade de Albufeira.

Apresenta uma mistura de rochas e areia. 

Tem todo o tipo de instalações nas proximidades.

Praia da Falésia

Praia de fundo de areia, agradável de se surfar, especialmente as esquerdas junto ao pontão.

Não é uma praia muito consistente.

Assim como a maior parte dos locais na costa sul, apesar de ser uma onda curta e forte.

Todos o tipo de instalações nas proximidades.

Praia de Faro

Espera-te uma caminhada longa pela praia para surfar no melhor banco de areia. 

É a praia mais próxima do aeroporto, já que se situa mesmo ao lado. 

A evitar na maré cheia.

Todas as instalações encontram-se nas proximidades.

Praia da Ilha de Tavira

Funciona melhor na maré baixa, necessitando apenas de uma curta viagem de barco para chegar à praia.

Durante o verão e outono oferece dias quentes com temperaturas elevadas. Podes ter mesmo a possibilidade de surfar de calções.

Um dos locais com maior consistência quando a ondulação vem de sueste.

Desejamos-te boas ondas.

Sempre em segurança, respeitando a etiqueta e regras do surf.

Fazendo amigos e partilhando experiências.

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Pegada Alimentar de Portugal

O sistema alimentar global é cada vez mais reconhecido como o maior motivo para a transgressão dos principais limites planetários pelos humanos.

Mundialmente, a agricultura, a silvicultura e outros usos da terra são responsáveis por 24% das emissões globais. Dentro dela estão práticas como cultivo de safras, práticas de pecuária e desmatamento.

De acordo com um estudo de Galli et al (2020), Portugal é caracterizado por um elevado consumo de carne e peixe. Um notável desperdício de alimentos e um elevado nível de urbanização.

A equipa responsável pelo estudo demonstrou que o consumo alimentar em Portugal é a única razão (≈30%) pela qual os portugueses ultrapassam a capacidade de suporte dos ecossistemas.

Vamos tentar perceber algumas das principais conclusões deste estudo.

O Sistema Alimentar Global: Um Problema Sistémico

Ao longo do século 20, a demanda por alimentos foi amplamente atendida graças ao rendimento das safras básicas, fornecendo muito trigo, milho, soja ou arroz.

Mas as práticas agrícolas atuais colocam em risco a segurança alimentar de longo prazo.

Os solos estão a esgotar-se. A biodiversidade está a ser perdida a uma taxa de 150-200 espécies de plantas, insectos, pássaros ou mamíferos por dia. Ecossistemas inteiros correm o risco de colapso.

Como se isso não fosse mau o suficiente, cerca de 11% da população global sofre hoje de subnutrição crônica.

Do outro lado do espectro, em 2016, havia 2 bilhões de adultos obesos. O desequilíbrio nos padrões alimentares globais é inegável.

John Elkington (que cunhou o termo triple bottom line) compartilhou uma visão interessante sobre o livro The Green Swans. Mostrando, que hoje mais pessoas têm acesso a mais calorias, mas estas têm pior qualidade.

Mas nós sabemos que há uma peça fulcral nesta história de como nosso sistema alimentar está tramado: desperdício de comida.

Algo que apenas os humanos criaram, uma vez que não existem resíduos no mundo natural.

Um Problema Sistémico

De acordo com o livro de Pauli Gunti, The Blue Economy, graças ao Reino Fungi, os cogumelos e outros organismos reciclam os nutrientes que nós, humanos, chamaríamos de “restos” de volta ao solo. Qual é o fim da história?

Quase um terço dos alimentos produzidos no mundo para consumo humano vai para o lixo.

Os cientistas deste estudo dizem que a questão da segurança alimentar e distribuição não é apenas aquela em que a indústria de tecnologia vêm salvar o dia. Transformando por si, a eficiência em modo de potência total.

Em vez disso, argumentam eles, é de extrema importância estudar as cidades. São elas, os hotspots da população mundial e o local de consumo da maioria (79%). Procurando desta forma, implementar soluções para alguns dos problemas do sistema alimentar.

Este foco inclui a compreensão dos sistemas de comércio interno e como melhorar as ligações urbanas com a produção nacional, regional e local. Mas qual é o caso de Portugal?

Portugal é um país sustentável? A pegada alimentar portuguesa

Portugal tem um alto consumo de carne e peixe – na realidade, a pegada alimentar mais elevada do Mediterrâneo per capita .

Além disso, os elevados níveis de desperdício de alimentos no país – 1 milhão de toneladas de desperdício de alimentos por ano – e o facto de 62% da sua população viver nas zonas costeiras urbanas, tornaram Portugal um caso interessante.

Os concelhos de Almada, Bragança, Castelo Branco, Guimarães, Lagos e Vila Nova de Gaia – juntaram-se recentemente num projecto inovador de Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses. Locais esses, que foram seleccionados como casos de estudo por facilitarem o acesso aos dados. Verificando desta forma as pegadas alimentares específicas dos cidadãos que vivem nestes municípios,

Os pesquisadores também aplicaram uma estrutura para avaliar as políticas do sistema alimentar local e compreender as lacunas políticas críticas necessárias para facilitar a transição para caminhos mais sustentáveis.

Os resultados?

O ano é 2014. Apesar de uma disponibilidade de recursos nacionais – também conhecida como biocapacidade – de apenas 1,28 gha per capita, os portugueses médios demandam 3,69 hectares globais de recursos naturais e serviços ecológicos – também conhecidos como Pegada Ecológica. Tudo isto, para sustentar o seu estilo de vida e padrão de consumo geral .

Isso significa uma taxa de consumo quase três vezes maior do que o país pode suportar.

A pegada alimentar portuguesa: uma dependência arriscada em países externos

Os resultados revelam que o sistema alimentar português está profundamente interligado e depende de sistemas alimentares em todo o mundo.

De fato, Portugal é altamente dependente da disponibilidade de recursos alimentares da Espanha, França, Brasil e Noruega para manter um acesso estável aos alimentos.

Os resultados também mostram que o consumo alimentar em Portugal tende a alimentos à base de proteínas. Tais como, Carnes, Peixe e Marisco, em oposição a Frutas, Legumes, Pão e Cereais, contribuindo para uma elevada pegada alimentar.

A grande dependência de recursos externos de Portugal é preocupante. Considerando que muitos outros países europeus e mediterrâneos apresentam défices ecológicos e também dependências de recursos externos. Num cenário de ultrapassagem ecológica global em que os recursos ecológicos mundiais estão a ser gastos cerca de 70% mais rápido do que são regenerados.

O surto de COVID19 aumentou a conscientização sobre os riscos associados à globalização dos alimentos. Junto com o impacto dos desastres climáticos, alguns países até experimentaram escassez de alimentos.

A necessidade de construir resiliência sistêmica e apostar em sistemas agroecológicos torna-se cada vez mais clara e urgente.

As Lacunas do Sistema Alimentar Português

portugal agriculture food sustainability

Os investigadores sugerem investir em conjuntos de dados e estruturas de avaliação mais robustas.

Além disso, as instituições locais precisam de trabalhar na sua capacidade de implementar plenamente as suas responsabilidades. Tais como, relação à produção, transformação, distribuição, consumo e geração de resíduos de alimentos.

Também há uma lacuna no governo local no sentido de que faltam abordagens em grande escala e cooperação em vários níveis.

As políticas locais estratégicas podem também ser reformuladas, sugerem os investigadores. Isso incluiria um foco maior em questões como políticas de agricultura sustentável. Exemplos disso como a redução do desperdício de alimentos e o espectro de atividades circulares em torno dos alimentos.

Desta forma, a mudança para dietas adequadas em calorias ou a alteração das preferências alimentares dos consumidores pode levar a uma redução do défice ecológico de Portugal. Variando de 10% (via redução de calorias) para 19% (via reduções significativas no consumo de marisco e carne).

Tudo em um, mudar as escolhas alimentares das proteínas animais para o consumo de mais cereais, leguminosas ou vegetais requer o desenvolvimento de diretrizes dietéticas nacionais, e não apenas acções locais.

Será que Portugal tem sistemas alimentares e agrícolas sustentáveis?

Devido à sua proximidade e interação com fatores económicos e sociais relevantes, as pequenas cidades como as portuguesas que foram analisadas no estudo devem desempenhar um papel fundamental na promoção de sistemas alimentares resilientes e prósperos. Facilitar a colaboração em diferentes escalas e sectores é muito importante para garantir um abastecimento estável e acesso a alimentos.

A pegada alimentar portuguesa é impulsionada por um consumo consideravelmente elevado de carnes e mariscos.

Juntamente com o facto de uma grande parte da Pegada Alimentar Portuguesa ser colocada fora das fronteiras. Logo, é de extrema importância a necessidade de criação de estruturas de governação e de intervenções políticas específicas a nível nacional e local.

O consumo de alimentos deve ser assim ser um sector prioritário de intervenção para mudar tendências insustentáveis. No entanto, as lacunas nas políticas alimentares urbanas em Portugal minam a capacidade do país tomar medidas restauradoras.

Assim, facilitar a transição para sistemas alimentares nacionais e locais, sustentáveis ​​em Portugal exige uma acção atempada. Talvez, a partir das políticas e iniciativas que, sem exigir grandes investimentos económicos, tornariam possível a adopção de padrões alimentares alternativos e o reforço de uma politica alimentar sustentável.

Conhece melhor aqui o nosso Projeto de Sustentabilidade.

[Image credits to Diogo Nunes, Orlova Maria and Photo by Karim Sakhibgareev on Unsplash]

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Compensámos algumas – a grande maioria, proveniente dos depósitos de combustível das nossas carrinhas – das nossas emissões de gases de efeito de estufa de 2020. Esperamos poder torna-nos neutros em carbono até 2025, o mais tardar.

Sustentabilidade e compensação de dióxido de carbono na Future Eco Surf School

Tudo o que fazemos tem um impacto no planeta que somos abençoados por podermos chamar de casa. O melhor que podemos fazer é tentar reduzir este impacto ao máximo.

Na Future estamos conscientes de que ainda temos um longo caminho a percorrer para minimizarmos a nossa pegada carbónica e o nosso impacto ecológico no geral.

Mas estamos seguramente orgulhosos de estarmos a surfar esta onda na direção certa.

No que diz respeito à nossa pegada carbónica – que representa os gases de efeitos de estufa que emitimos e que incluí outros gases para além do dióxido de carbono como óxidos nitrosos ou perfluorocarbonetos – estamos a tentar minimizá-la ao máximo.

Chegámos ao número de quilómetros percorridos pelas nossas carrinhas em 2020 – uns surpreendentes 81.000km – e fizemos algums contas relavivamente a consumos de combústivel.

Concluímos que no ano passado fomos responsável pela emissão 21 toneladas de gases de efeito de estufa.

Na Future Eco Surf apoiamos famílias Moçambicanas

Decidimos apoiar um projeto certificado pelo Gold Standard – um dos melhores e mais credíveis standards na área da compensação de carbono – e apoiar um PALOP: Moçambique.

Muitas pessoas e famílias em Maputo (a capital) vivem em condições de alojamento muito pobres e têm acesso nulo ou muito pobre a serviços básicos ao nível de alimentação e de higiene.

Estima-se que 95% da população de uma região de suburbos de Maputo utilize fogões de cozinha muito rudimentares, com pouca eficiência energética e que requerem grandes quantidades de carvão.

O uso do carvão vegetal traz impactos negativos para a saúde relacionados à inalação do fumo, além de gerar pressão económica para as famílias. A produção de carvão vegetal também é uma das principais causas de desflorestação.

Gold Standard

O projecto que apoiámos, intitulado de “Melhoria dos fogões de cozinha em Chamanculo C, Maputo” envolve a distribuição de aproximadamente 5,000 fogões de cozinha energeticamente eficientes e vai contribuir para melhorar a vida da população local e conservar recursos naturais.

Os fogões serão vendidos às famílias a preços subsidiados em troca dos direitos de Redução de Emissões Certificadas de acordo com o Gold Standard. A empresa refere ainda que sem este projeto, a maioria das famílias não conseguiria aceder a estes fogões eficientes devido a constragimentos económicos.

Se tiveres estiveres, podes ler mais sobre o projeto aqui.

Compensar as emissões de carbono não chega. Um planeta sustentável precisa de mais

carbon offsetting sustainability future surf eco
Cooking stoves for Mozambique’s households

Estamos conscientes disto.

A compensação em carbono é frequentemente usada como uma desculpa para as empresas continuarem a poluir como de costume, sem fazerem mudanças significativas na forma como operam. Desta forma, não é feito nenhum esforço real para prevenir esta poluição de acontencer na sua origem.

E porque é que isto é mau?

Porque os gases de efeito de estufa que as empresas “produzem” são imediatos e ascendem até à troposfera (onde ficam retidos antes de descerem e serem absorvidas na superfície terrestre) muito rapidamente comparado com, por exemplo, o tempo que demora até uma árvore crescer. Damos este exemplo porque plantar árvores é uma das formas mais frequentes de compensar carbono.

No entanto, pagar para o plantio de árvores numa quantidade que permita absorver o equivalente ao que foi poluído pode demorar vários anos ou décadas, dependendo das espécies utilizadas, da saúde do solo ou do modo de crescimento.

Em suma, há um desfazamento entre o momento de poluição e a hipótese de, anos mais tarde, essa poluição ser absorvida. Por esta e outras razões, compensar carbono não é uma solução, é apenas uma forma de atenuar e adiar o problema.

É por isso que estamos a rever toda a nossa cadeia de valor para prevenir/minimizar as emissões em antemão. O objetivo é compensarmos cada vez menos gases de efeito de estufa nos próximos anos – o que significaria que estaríamos realmente a poluir menos.

E falamos não apenas das emissões provenientes das nossas carrinhas mas também de emissões de outros âmbitos, provenientes por exemplo dos nossos colaboradores, clientes ou fornecedores e de produtos que utilizamos ou revendemos.

Há uma frase popular que é mais ou menos assim: “o planeta precisa de muitos ecologistas imperfeitos, não de poucos ecologistas perfeitos”.

Nós não somos perfeitos – pelo menos por enquanto! – mas acreditamos verdadeiramente que a mudança tem de ser sistémica e que juntos podemos fazer melhor. Juntas-te a nós na proteção do nosso planeta incrível?

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Este é um guia local de surf, bastante sucinto para surfar no Algarve. Descrevendo as praias de Norte para Sul e de Oeste para Este.

Quer sejam iniciantes ou intermédios a nível de surf.

Serão excluídos os locais de difícil acesso. Mas também, praias onde os surfistas locais sejam demasiados particulares em relação a pessoas de fora.

Este guia sugere assim locais de melhor e mais fácil acesso bem como locais de surf mais acessíveis para diferentes níveis de surf.

De forma a garantir mais proveito com menor tempo de procura.

Guia Local Surf Algarve

Praia de Odeceixe

Magnífica praia, sem muitos surfistas, fundo de areia com uma pequena abertura para o rio.

Estacionamento nas proximidades, cafés e casas de banho disponíveis.

Praia da Amoreira

Local de surf muito consistente, fundo de areia com uma abertura para o rio, muito procurado durante o verão.

Estacionamento nas proximidades, cafés e casas de banho disponíveis.

Praia do Monte Clérigo

Esta é uma praia de fundo de areia com algumas rochas, correntes fortes em marés específicas.

Ondas mais poderosas do que na Praia da Amoreira, estacionamento perto da praia, bem como cafés e casas de banho.

Praia da Arrifana

Praia de fundo de areia protegido da principal direção da ondulação bem como dos ventos predominantes. 

Ondulação consistente com ondas suaves e limpas.

Quando recebe grande ondulação, é um dos poucos locais possíveis de surfar para a maioria dos surfistas na costa oeste. 

Por apresentar estas características é um dos locais mais populares, podes esperar grande procura e multidões durante o ano.

Espectável uma curta caminhada, dado frequentemente existir mais carros que locais de estacionamento.

Bar e casas de banho nas proximidades.

Praia Vale Figueiras

É uma praia de fundo de areia apesar da existência de algumas rochas, pouco frequentada.

Sem qualquer tipo de serviço na praia, sem cafés nem casas de banho.

Tem um pequeno parque de estacionamento junto à praia e um outro um pouco mais acima na estrada de acesso.

Guia Local Surf Algarve

Praia da Bordeira

A praia mais extensa da costa oeste, o que permite mais espaço no areal e na água para os surfistas.

Ondulação consistente e exposta aos ventos dominantes, tem um café nas proximidades sem casa de banho.

Parque de estacionamento com bastante espaço, apesar de encontrar-se a 10/15 min de caminhada.

Praia do Amado

Praia consistente em termos de ondas e relativamente protegida dos ventos dominantes. Razão pela qual é uma das praias mais procuradas do Algarve.

Com bastante surfistas por ser uma das mais famosas.

Existem casas de banho, cafés e locais de estacionamento nas proximidades.

Praia da Cordoama

Praia de fundo de areia com algumas rochas. Tem umas das ondas mais consistentes em termos de tamanho e força.

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Tem casas de banho, cafés, locais de estacionamento perto da praia.

Tem paisagens de cortar a respiração no topo das falésias com cerca de 100 metros de altura.

Praia do Castelejo

Praia de fundo de areia com algumas rochas, geralmente com boas formações de ondas e protegida dos ventos dominantes.

Tem casas de banho, café e local de estacionamento.

Praia do Tonel

A praia localizada mais a sudoeste da Europa, o que a torna única. 

Fundo de areia com algumas rochas expostas. Tem correntes fortes em marés específicas e localizada perto da reconhecida vila de surf de Sagres.

Praia da Mareta

Localizada na ponta oeste da costa sul do Algarve.

Precisa de um conjunto de condições particulares para ter ondas grandes, como, de grandes ondulações vindas de noroeste/oeste ou pequena ondulação de sul.

Por se situar no coração da vila de Sagres pode facilmente cheia de surfistas.

Todo o tipo de instalações nas proximidades.

Guia Local Surf Algarve

Praia do Zavial

Uma das mais conhecidas praias da costa sul e das mais consistentes. Em termos de tamanho das ondas estas são fortes.

Em condições específicas e proporcionam bons tubos.

É expectável muitos surfista de todos os níveis, tem cafés, casas de banho e local de estacionamento.

Meia Praia, Lagos

Praia de fundo de areia com ondas inconsistentes . Excepção essa, quando se verifica ondulação de sul e especialmente de sueste.

Funciona ocasionalmente no pico do verão e mais frequentemente durante o pico de inverno.

Praia principal de Lagos, considerado um dos locais mais procurados para viajantes, tem um ambiente de surf bastante amistoso.

Praia da Rocha

Uma das praias para a prática do surf mais consistentes na costa sul.

As ondas são suaves fazendo com que sejam perfeitas para níveis de iniciação e intermédios.

No entanto, pouco desafiantes para níveis mais avançados.

É a praia principal da segunda cidade mais populosa do Algarve – Portimão.

Tem grande extensão de areal. Apesar de os surfistas se encontram dispersos, pode tornar-se lotada no pico principal, junto ao pontão.

Guia Local Surf Algarve

Praia da Galé

Um dos melhores locais de surf perto da cidade de Albufeira.

Apresenta uma mistura de rochas e areia. 

Tem todo o tipo de instalações nas proximidades.

Praia da Falésia

Praia de fundo de areia, agradável de se surfar, especialmente as esquerdas junto ao pontão.

Não é uma praia muito consistente.

Assim como a maior parte dos locais na costa sul, apesar de ser uma onda curta e forte.

Todos o tipo de instalações nas proximidades.

Praia de Faro

Espera-te uma caminhada longa pela praia para surfar no melhor banco de areia. 

É a praia mais próxima do aeroporto, já que se situa mesmo ao lado. 

A evitar na maré cheia.

Todas as instalações encontram-se nas proximidades.

Praia da Ilha de Tavira

Funciona melhor na maré baixa, necessitando apenas de uma curta viagem de barco para chegar à praia.

Durante o verão e outono oferece dias quentes com temperaturas elevadas. Podes ter mesmo a possibilidade de surfar de calções.

Um dos locais com maior consistência quando a ondulação vem de sueste.

Desejamos-te boas ondas.

Sempre em segurança, respeitando a etiqueta e regras do surf.

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Pegada Alimentar de Portugal

O sistema alimentar global é cada vez mais reconhecido como o maior motivo para a transgressão dos principais limites planetários pelos humanos.

Mundialmente, a agricultura, a silvicultura e outros usos da terra são responsáveis por 24% das emissões globais. Dentro dela estão práticas como cultivo de safras, práticas de pecuária e desmatamento.

De acordo com um estudo de Galli et al (2020), Portugal é caracterizado por um elevado consumo de carne e peixe. Um notável desperdício de alimentos e um elevado nível de urbanização.

A equipa responsável pelo estudo demonstrou que o consumo alimentar em Portugal é a única razão (≈30%) pela qual os portugueses ultrapassam a capacidade de suporte dos ecossistemas.

Vamos tentar perceber algumas das principais conclusões deste estudo.

O Sistema Alimentar Global: Um Problema Sistémico

Ao longo do século 20, a demanda por alimentos foi amplamente atendida graças ao rendimento das safras básicas, fornecendo muito trigo, milho, soja ou arroz.

Mas as práticas agrícolas atuais colocam em risco a segurança alimentar de longo prazo.

Os solos estão a esgotar-se. A biodiversidade está a ser perdida a uma taxa de 150-200 espécies de plantas, insectos, pássaros ou mamíferos por dia. Ecossistemas inteiros correm o risco de colapso.

Como se isso não fosse mau o suficiente, cerca de 11% da população global sofre hoje de subnutrição crônica.

Do outro lado do espectro, em 2016, havia 2 bilhões de adultos obesos. O desequilíbrio nos padrões alimentares globais é inegável.

John Elkington (que cunhou o termo triple bottom line) compartilhou uma visão interessante sobre o livro The Green Swans. Mostrando, que hoje mais pessoas têm acesso a mais calorias, mas estas têm pior qualidade.

Mas nós sabemos que há uma peça fulcral nesta história de como nosso sistema alimentar está tramado: desperdício de comida.

Algo que apenas os humanos criaram, uma vez que não existem resíduos no mundo natural.

Um Problema Sistémico

De acordo com o livro de Pauli Gunti, The Blue Economy, graças ao Reino Fungi, os cogumelos e outros organismos reciclam os nutrientes que nós, humanos, chamaríamos de “restos” de volta ao solo. Qual é o fim da história?

Quase um terço dos alimentos produzidos no mundo para consumo humano vai para o lixo.

Os cientistas deste estudo dizem que a questão da segurança alimentar e distribuição não é apenas aquela em que a indústria de tecnologia vêm salvar o dia. Transformando por si, a eficiência em modo de potência total.

Em vez disso, argumentam eles, é de extrema importância estudar as cidades. São elas, os hotspots da população mundial e o local de consumo da maioria (79%). Procurando desta forma, implementar soluções para alguns dos problemas do sistema alimentar.

Este foco inclui a compreensão dos sistemas de comércio interno e como melhorar as ligações urbanas com a produção nacional, regional e local. Mas qual é o caso de Portugal?

Portugal é um país sustentável? A pegada alimentar portuguesa

Portugal tem um alto consumo de carne e peixe – na realidade, a pegada alimentar mais elevada do Mediterrâneo per capita .

Além disso, os elevados níveis de desperdício de alimentos no país – 1 milhão de toneladas de desperdício de alimentos por ano – e o facto de 62% da sua população viver nas zonas costeiras urbanas, tornaram Portugal um caso interessante.

Os concelhos de Almada, Bragança, Castelo Branco, Guimarães, Lagos e Vila Nova de Gaia – juntaram-se recentemente num projecto inovador de Pegada Ecológica dos Municípios Portugueses. Locais esses, que foram seleccionados como casos de estudo por facilitarem o acesso aos dados. Verificando desta forma as pegadas alimentares específicas dos cidadãos que vivem nestes municípios,

Os pesquisadores também aplicaram uma estrutura para avaliar as políticas do sistema alimentar local e compreender as lacunas políticas críticas necessárias para facilitar a transição para caminhos mais sustentáveis.

Os resultados?

O ano é 2014. Apesar de uma disponibilidade de recursos nacionais – também conhecida como biocapacidade – de apenas 1,28 gha per capita, os portugueses médios demandam 3,69 hectares globais de recursos naturais e serviços ecológicos – também conhecidos como Pegada Ecológica. Tudo isto, para sustentar o seu estilo de vida e padrão de consumo geral .

Isso significa uma taxa de consumo quase três vezes maior do que o país pode suportar.

A pegada alimentar portuguesa: uma dependência arriscada em países externos

Os resultados revelam que o sistema alimentar português está profundamente interligado e depende de sistemas alimentares em todo o mundo.

De fato, Portugal é altamente dependente da disponibilidade de recursos alimentares da Espanha, França, Brasil e Noruega para manter um acesso estável aos alimentos.

Os resultados também mostram que o consumo alimentar em Portugal tende a alimentos à base de proteínas. Tais como, Carnes, Peixe e Marisco, em oposição a Frutas, Legumes, Pão e Cereais, contribuindo para uma elevada pegada alimentar.

A grande dependência de recursos externos de Portugal é preocupante. Considerando que muitos outros países europeus e mediterrâneos apresentam défices ecológicos e também dependências de recursos externos. Num cenário de ultrapassagem ecológica global em que os recursos ecológicos mundiais estão a ser gastos cerca de 70% mais rápido do que são regenerados.

O surto de COVID19 aumentou a conscientização sobre os riscos associados à globalização dos alimentos. Junto com o impacto dos desastres climáticos, alguns países até experimentaram escassez de alimentos.

A necessidade de construir resiliência sistêmica e apostar em sistemas agroecológicos torna-se cada vez mais clara e urgente.

As Lacunas do Sistema Alimentar Português

portugal agriculture food sustainability

Os investigadores sugerem investir em conjuntos de dados e estruturas de avaliação mais robustas.

Além disso, as instituições locais precisam de trabalhar na sua capacidade de implementar plenamente as suas responsabilidades. Tais como, relação à produção, transformação, distribuição, consumo e geração de resíduos de alimentos.

Também há uma lacuna no governo local no sentido de que faltam abordagens em grande escala e cooperação em vários níveis.

As políticas locais estratégicas podem também ser reformuladas, sugerem os investigadores. Isso incluiria um foco maior em questões como políticas de agricultura sustentável. Exemplos disso como a redução do desperdício de alimentos e o espectro de atividades circulares em torno dos alimentos.

Desta forma, a mudança para dietas adequadas em calorias ou a alteração das preferências alimentares dos consumidores pode levar a uma redução do défice ecológico de Portugal. Variando de 10% (via redução de calorias) para 19% (via reduções significativas no consumo de marisco e carne).

Tudo em um, mudar as escolhas alimentares das proteínas animais para o consumo de mais cereais, leguminosas ou vegetais requer o desenvolvimento de diretrizes dietéticas nacionais, e não apenas acções locais.

Será que Portugal tem sistemas alimentares e agrícolas sustentáveis?

Devido à sua proximidade e interação com fatores económicos e sociais relevantes, as pequenas cidades como as portuguesas que foram analisadas no estudo devem desempenhar um papel fundamental na promoção de sistemas alimentares resilientes e prósperos. Facilitar a colaboração em diferentes escalas e sectores é muito importante para garantir um abastecimento estável e acesso a alimentos.

A pegada alimentar portuguesa é impulsionada por um consumo consideravelmente elevado de carnes e mariscos.

Juntamente com o facto de uma grande parte da Pegada Alimentar Portuguesa ser colocada fora das fronteiras. Logo, é de extrema importância a necessidade de criação de estruturas de governação e de intervenções políticas específicas a nível nacional e local.

O consumo de alimentos deve ser assim ser um sector prioritário de intervenção para mudar tendências insustentáveis. No entanto, as lacunas nas políticas alimentares urbanas em Portugal minam a capacidade do país tomar medidas restauradoras.

Assim, facilitar a transição para sistemas alimentares nacionais e locais, sustentáveis ​​em Portugal exige uma acção atempada. Talvez, a partir das políticas e iniciativas que, sem exigir grandes investimentos económicos, tornariam possível a adopção de padrões alimentares alternativos e o reforço de uma politica alimentar sustentável.

Conhece melhor aqui o nosso Projeto de Sustentabilidade.

[Image credits to Diogo Nunes, Orlova Maria and Photo by Karim Sakhibgareev on Unsplash]

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